E foi aberta a temporada de descobrir quem é quem.
Confirmar o que era óbvio, se surpreender com o que era quase
imperceptível, se encantar com mini fofuras inesperadas. Sou seletiva, mas dei
folga para o meu filtro, porque agora existe um filtro natural fazendo isso por
mim. Confesso que é um tanto confortável, não fossem as decepções.
Eu nunca consegui sair completamente da merda nesta vida (ok,
ninguém deve conseguir se libertar de todas as merdas no mais alto grau da
totalidade, até porque nem teria graça), mas passei por níveis de merdice, o
ápice da parte boa foi tipo merda de leve, merda de fácil administração. O
ápice da parte ruim... Deixa pra lá.
Tenho orgulho da minha capacidade de manter os principais mesmos
valores independente do tamanho da merda que me encontro, na verdade isso não é
o máximo, mas vivendo percebo o quanto é raro, que merda ter que se orgulhar
por uma coisa que deveria ser básica, nada além de uma obrigação enquanto ser
vivente.
E renovo o infindável nojo que sinto por quem muda radicalmente
de acordo com a posição que ele ou você se encontra na escala da merda, gente
que não é capaz de ter outros encantamentos além do umbigo. A evolução dos
seres humanos acontece todo dia e a toda hora, preferem ignorar, ok, contemplem
da minha sincera piedade.
E lá vou eu para uma nova etapa, que quero crer terá um nível
baixo de merdice, tive preguiça de sair da zona de conforto, - já que fizeram
isso por mim -, vou atrás daquilo que realmente quero fazer, - e acho que
consigo fazer direito.
Foi deveras justa enquanto durou a nossa troca, troca de
dinheiro por trabalho de quem sabia o que estava fazendo.
Obrigada e de nada por tudo.
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