Acredito em caminhos tortos, mas não em errados. Nem em certos.
Apenas espertos ou burros. Para caminho não se dá nota. Porque notas têm que
partir de uma certeza absoluta e ir baixando quanto mais se afasta disso. Só
que ninguém sabe de nada, ninguém tem o direito de saber mais, nem a
capacidade.
Ninguém entende quando choro estando tudo, tudo bem.
Perdidamente apaixonada pelo entardecer vermelho. Amante da lua, até quando ela
míngua.
Tem gente que sabe onde vai estar daqui a um mês e realmente
sabe. Eu não sei. Até sei, mas não estou planejando isso.
Por mais que eu tenha objetivos, não traço planos, não sacrifico
meu hoje em nome do amanhã, porque se amanhã eu não estiver mais por aqui não
corro o risco de ficar sem os dois.
Eu prefiro ser surpreendida no meio do caminho. Mudar meu curso.
Parar na metade. Voltar pra dar mais um beijo. Cortar caminho. Acender um
cigarro. Me perder, pedir informação. Reparar nas placas, chutar as placas, ser
pega pela polícia, ser presa, chorar. Depois rir de tudo e vir contar.
(trecho da tentativa literária que finalizei em 2006)
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